sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Educação e Tecnologia

“[...] É necessário repensar a escola e a educação no sentido mais amplo. A escola deve ser menos lecionadora e mais organizadora de conhecimento, articuladora dos diversos espaços do conhecimento.” (Dowbor, L., 2001)

Acredito que o professor já passou da fase de ter "medo" ou "receio" de utilizar as mídias em sua prática educativa. O que vejo é um despreparo no âmbito do "como fazer?". O professor recebe as máquinas, tem seu lindo laboratório, outras mídias disponíveis como jornal, rádio e etc. Mas o que fazer de concreto com todo esse aparato ? Que contribuição significativa o meu aluno terá com tudo isso ? De que maneira os conteúdos curriculares necessários para ele, podem ser facilitados ou apreendidos? Além de toda infraestrutura computacional tecnológica, falta ao professor ideias de atividades, que por ele são consideradas indispensáveis para que seu aluno avance, utilizando as tecnologias. Que não fique só na ilustração ou só no figurativo, mas que esse aluno faça uma leitura crítica desses meios. O discurso é lindo, mas volto a ideia inicial, como fazer ??? O professor precisa de oficinas que o treinem (literalmente) para o uso das tecnologias com determinados conteúdos, que o facilite na entrada da turma no laboratório, sem a intervenção do gestor, mas tornando-o autônomo em seu trabalho educacional. As oficinas aconteceriam semanalmente ou quinzenalmente, mas sempre com um retorno em forma de relatórios e exposição de experiências para os outros presentes. Acredito que SÓ assim poderemos fazer a inserção verdadeira da tecnologia na sala de aula e na prática do professor.

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